Sua academia é mais uma no meio da multidão?

Quer melhorar a sua academia? O especialialista em Marketing Esportivo avalia a nova tendência em academia inteligente.

Nos acostumamos com os educadores físicos preparando uma ficha de treino, após a devida avaliação física (quando há), acompanhando e corrigindo os movimentos e postura durante os exercícios (isso em tese deveria ser regra). Este era o ambiente nas academias: alunos dependentes dos seus instrutores. Assim, como todas as atividades atuais, com a chegada da internet, e de sua disseminação pelos mobiles (tablets e celulares), este cenário de décadas ruiu!

Primeiramente, com os alunos tendo acesso a vídeos do YouTube, e conteúdo nos buscadores, para saber se o treino é o mais adequado para o objetivo pretendido, e aprendendo sobre a postura e movimentos adequados. A academia passou a ser valorizada mais pela infra estrutura do que pelos serviços prestados. Entretanto, poucas academias se deram conta desta mudança.
Neste novo cenário surgem os “personal trainers virtuais” e as academias especializadas em determinado tipo de produto – musculação, pilates, cross-fit, spinning entre outros, que se esmeram na especialização de um produto, ao invés de ofertar diversos tipos de aulas. A idéia é deixar de ser mais um na multidão! Isto é importantíssimo, já que 99% das academias estão na categoria de micro e pequena empresas, o que torna impossível a concorrência com as gigantes. Este segmento de micro-academias especializadas já é um sucesso nos Estados Unidos.
Uma representante deste novo tipo de negócio no esporte é a Smart Fit e Spin n’soul, que usaram como inspiração o mercado americano, o qual se encontra bem a frente do brasileiro, por conta do número de pessoas que fazem academia.  Só em Nova York, cerca de 35% dos habitantes frequentam academias, enquanto no Brasil cerca de 8% da população tem o mesmo hábito.
A idéia é simples: ganho de escala, especialização e foco nas necessidades do cliente:
ganho de escala: nestas academias as fichas e os treinos são elaborados centralmente, a partir de perfis segmentados dos frequentadores de academias. São elaborados por especialistas de destaque no esporte. Esta estratégia retira a atividade de analisar o perfil e fazer a ficha de cada alunos que se matricula nas academias, o que permite se ter menos profissionais, e focar a atuação destes para o trabalho de orientação dos alunos em exercício. Além disto o negócio ganha escala para a compra de equipamentos, e a possibilidade de descontos é muito maior;

especialização: o aluno irá buscar a academia por determinado interesse, e irá encontrar os melhores equipamentos e conhecimento acumulado pela empresa, pois só oferece uma ou poucas modalidades. Isto vai ao encontro do que vários alunos sem tempo buscam – pagar apenas por aquilo que fazem!

– foco nas necessidades do cliente – é comum nas empresas brasileiras, e as academias não são diferentes, o empresário pensar no que é melhor em termos de oferta, ao invés de avaliar o que quer a demanda. Atualmente, quando o empresário olha o mercado, ele vê um cliente que quer um produto com preço justo (pagar pelo que usa efetivamente), treino que crie metas a ser alcançadas (para evitar a rotina de academia que ninguém aguenta), professores focados o tempo todo na correção dos alunos, e estrutura de apoio para suas necessidades pessoais (estacionamento, vestuário adequado, aulas avulsas sob demanda, planos de pagamento flexíveis entre outros).
Estas novas academias entenderam esta mudança proporcionada pela internet e pela mudança no perfil do aluno. As academias de “pacote completo”, com perfil mais local vão precisar entender também na marra! Ou quebram – o que tem ocorrido em larga escala, pois as micro-academias, e as gigantes nacionais estão se localizando em sua vizinhança, e conquistando a maior parte dos alunos.
Gostou do texto? Comente com a gente, e aproveite para avaliar os produtos e serviços de sua academia!

 

Paulo Miranda é corredor, especialista em Marketing Esportivo, e amigo do blog das CORREDORAS.