Pra quê serve a resistência?

Talvez você saiba, mas…..Na corrida, a resistência é necessária para manter as forças físicas e psicológicas, qualquer que seja à distância a ser percorrida (5, 10, 20 km ou maratona). A resistência é própria a cada corredor. Este esforço nos permite chegar ao final do percurso em boa condição física. Para certas pessoas, a resistência está associada ao trabalho do coração (cardíaco) – para outras pessoas, ao folêgo (respiração) – ou dos músculos (capacidade de realizar um esforço sem sofrer). É preciso saber que a resistência vem da força de vontade, assim como de um estado de espírito positivo. No post de hoje, o educador físico Julio César Bernardino dá algumas dicas de como aumentar a resistência na corrida de rua, isso serve para o iniciante e também para o  corredor que busca melhorar sua performance. Veja se você está fazendo a coisa certa:

1) Respiração abdominal.….Durante a prática da corrida, o corpo costuma mostrar sinais, geralmente representados por dores e desconfortos na região abdominal. Isso indica que a respiração não está sendo eficaz. Ao expirar, os músculos abdominais contraem-se e fornecem maior sustentação do corpo para realizar o movimento. Porém, quando se respira de maneira inadequada, ocorre uma espécie de cãibra no diafragma, causando essas sensações doloridas. Daí a necessidade do treinamento prévio para fortalecimento abdominal do corredor.

2) Correr regularmente…..Do ponto de vista fisiológico, os treinos de rodagens longas, ou de manutenção aeróbica, aprimoram a capacidade de absorção do oxigênio pelos músculos, elevando o VO2 máximo (capacidade para captação de oxigênio por minuto) a um novo patamar. Isso permite ao corredor exercitar-se com uma intensidade de esforço mais elevada, durante um tempo maior. Assim o corredor será mais resistente, mas gastando menos energia.

Correndo regularmente, o seu sistema cardiovascular terá maior capacidade no transporte de oxigênio para os músculos. Dessa forma, o seu coração e sua circulação sanguínea estarão submetidos a um esforço menor durante a corrida. Isso pode ser percebido com a redução progressiva da frequência cardíaca, aumentando de forma natural a sua resistência, refletindo em melhora no desempenho esportivo e também nas atividades do dia a dia.

3) Ingestão de carboidratos complexos….Esse tipo de carboidrato tem sua estrutura molecular mais complexa (polissacarídeos), liberando energia aos poucos. Após sua ingestão, há um prolongado e leve aumento nos níveis de glicose na corrente sanguínea. Seja em longos ou em provas, sabe-se que é importante a hidratação correta e a ingestão de carboidratos, substâncias fundamentais para o funcionamento do corpo, principalmente quando se fala em desempenho.

É por conta dessa necessidade que existe o gel de carboidrato, energético disponível em sachê ou pó, recomendado pela praticidade e eficiência durante o esporte que, além de tudo, proporciona recuperação adequada dos músculos. Mas lembre-se, só use se correr mais de 1h!!!!

4) Menos álcool….Talvez um dos maiores desafios aos corredores iniciantes seja cortar o álcool no período de 24 horas que antecede o treino. Mas é necessário tentar, porque as bebidas alcoólicas interferem no sistema metabólico e fisiológico, principalmente interferindo na perda de líquido e na redução dos estoques de carboidratos no organismo, que são essenciais para a elevação da nossa resistência física e fundamentais para o rendimento.

5) Intervalados….O método de treinamento indicado para melhorar a potência aeróbia de corredores em todos os níveis são os treinos fracionados ou intervalados. Nessas formas de trabalho, o corredor deverá percorrer frações do percurso competitivo em um ritmo mais intenso do que aquele que será desenvolvido durante a competição.

Os intervalados capacitam o corredor a atingir um condicionamento ideal para a distância competitiva. Além disso, trazem ao corredor a necessária confiança para enfrentar as dificuldades do percurso, pois ampliam o seu potencial energético e resistência muscular ao exercício físico intenso e de longa duração. Entretanto, os treinos fracionados são de caráter específico e devem ser realizados após uma ótima preparação de base, pois é necessário resistência para se correr com velocidade.

6) Descanso pós-treino….Nosso organismo tem limites que podem ser ampliados pela resposta que ele dá, antes ou após os treinamentos. Muitas vezes a resposta pode chegar meses depois do esforço despendido. Cada atleta é um universo e este universo deve ser respeitado individualmente. O atleta não pode ser comparado a outro. O descanso, além de proporcionar momentos de boa recuperação, faz com que os músculos do corredor se recuperem adequadamente e a cabeça também. Isso influenciará nos treinos futuros, pois o atleta, após o descanso, inicia o próximo treino mais disposto. Assim, o treino rende mais.

7) Alongamento….Relaxar o corpo, ter uma postura correta, melhorar a circulação sanguínea e acabar com dores musculares. Esses são alguns dos benefícios que podem ser alcançados com a prática de alongamento, que é composto por uma série de exercícios de movimento estático.

Essa prática trabalha a musculatura e a postura corporal na parte cervical, coluna, membros e regiões pélvica, torácica e lombar. A musculatura se contrai nas atividades que fazemos diariamente ou pela postura incorreta. O alongamento vai justamente relaxar o estresse muscular, causado por um trabalho repetitivo. O corpo, após as diversas atividades do dia, tem a necessidade de passar por uma sessão de relaxamento, o que vai proporcionar o equilíbrio do corpo e da mente.

Ótimos treinos!!!!

Júlio César Bernardino (Garça),

educador físico e colaborador do blog

 

 

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