Por que não tomar turmérico, mangarataia …?

A corrida traz muitas descobertas, uma delas é que é possível sentir dor onde nem imaginamos ter músculos e que todo corredor já sofreu dores, isso é fato .!!! A panturrilha então, é um capítulo à parte, gerando até algumas câimbras no dia seguinte. Mas, como diz o velho ditado, “o tempo cura tudo”, até as dores musculares e desconfortos da corrida. Porém,  é preciso identificar se o que está sentindo é uma dor muscular ou estrutural. A muscular é aquela “dor boa e gostosa”, que surge depois de treinos mais pesados ou intensos e tende a diminuir ao longo do dia. Isso significa que o conjunto foi trabalhado adequadamente. Geralmente, corredores iniciantes sentem muito esse tipo de dor, pois os músculos e articulações ainda não se habituaram ao exercício.
Já a dor estrutural significa lesão! Pode ir desde distensões até microrupturas e sua duração é bem maior. O descanso é primordial!!! Quando perceber que uma dor não passa mesmo após o tempo de descanso, provavelmente você foi acometido por alguma contusão/lesão.
O corpo se adapta ao esforço físico, mas tudo tem um limite. Sem o descanso, o corpo não consegue receber bem as cargas de treino e com a repetição, o corredor poderá entrar em um estado em que o organismo chega ao seu limite de esforço.

“É um período em que o organismo repõe as perdas, recupera-se de micro lesões, repõe os estoques, por exemplo, de carboidratos entre outros elementos importantes da musculatura, como sangue e hormônios”
“O descanso faz parte do treino, pois é neste momento que o organismo realiza o que chamamos tecnicamente de “anabolismo”, que nada mais é que a assimilação aos estímulos do trabalho realizado, mostrando assim os resultados desejados”, dizem os especialistas no assunto.

Em 2015 foi um ano perfeito para mim, sem lesões no qual fiz duas maratonas, porém em 2016, dois meses depois de uma maratona, sofri um estiramento do gastrocnêmio medial durante o inicio de uma prova de 21K. Realizados todos os tratamentos pertinentes a cura da lesão,  em 40 dias voltei aos treinos leves e correndo no máximo 10K. E durante o treino base em 2017, surge uma inflamação na perna oposta a lesão exatamente na junção miotendínea. Segundo o ortopedista, foi uma lesão por compensação, por medo de lesionar novamente por estiramento. Lá vou eu novamente ao tratamento de analgesia e fisioterapia por mais 20 dias que parecem uma eternidade, e obviamente sem correr.
E nos preparativos para a nova temporada de treinos e provas em 2017, e numa conversa com a nutricionista @anapaulatonissi, eis que ela me indica para uso diário a curcumina, ou cúrcuma, açafrão-da-terra, açafrão-da-Índia, turmérico, gengibre dourada ou mangarataia (nome científico: Cúrcuma longa L.). Esta apresenta propriedades importantes para a saúde já consolidadas pela ciência: tem ação antioxidante – evitando os danos da oxidação como o envelhecimento precoce, ação anti-inflamatória e restaura a fluidez da membrana celular (limitando a liberação de fatores inflamatórios) e principalmente auxiliando na recuperação muscular mais rapidamente.
A cúrcuma apresenta várias vitaminas e minerais, tendo como destaque o potássio, que auxilia o controle da pressão arterial e prevenção de derrames, a vitamina C, aliada à imunidade, e o magnésio: 2 gramas dela em pó fornecem 17% da recomendação diária desse mineral essencial para o funcionamento dos músculos e dos ossos, além de participante da geração de energia ao corpo, auxiliando na alimentação dos corredores!
E pesquisando sobre o assunto e já tomando a indicação necessária pela nutricionista, constatei que, para os atletas:
– a curcurmina apresenta diversos benefícios, pois reduz a inflamação muscular decorrente da atividade física de alta intensidade;
– reduz a dor e neutraliza os radicais livres formados;
– e do ponto de vista metabólico, a curcumina melhora a metabolização hepática das proteína e regula o metabolismo dos carboidratos através da insulina.

Mas tenha sempre em mente que, a combinação de uma dieta rica em nutrientes cria um panorama fisiológico ideal para a prevenção e a recuperação de lesões. É bom lembrar que muitas vezes a cura não está apenas no que você ingere, mas também naquilo que você deixou de ingerir. Obviamente, a adesão de hábitos inflamatórios para o organismo como o consumo de frituras e bebidas alcoólicas, podem aumentar o risco de lesões. Como dito anteriormente, entre os inúmeros benefícios da curcumina, o mais estudado é seu efeito anti-inflamatório, o que a torna uma ótima alternativa no tratamento de lesões.

Troque ideias com seu nutricionista sobre o assunto e ótimos treinos!!!

Postagens Relacionadas

E quem nunca teve uma lesão ocasionada pela corrida? E agora? E quem não teve uma lesão ocasionada pela corrida que atire a primeira pedra! Seja ela por postura errada, excesso de treino, exercícios executad...
Corrigindo o movimento básico da corrida "Meu histórico de lesões sempre foi no lado esquerdo – fascite, glúteo médio, tendinite, canelite e outras “ites”. E como os especialistas médicos ent...