O efeito do álcool no desempenho do corredor

Fim de ano chegando, confraternizações, réveillon, férias, período em que muita gente aproveita para relaxar da correria do dia a dia e, então, os exageros são mais comuns. Beber socialmente é válido, mas quando se ultrapassa limites, com certeza, você terá um lembrete no dia seguinte: a famosa ressaca. E aí nada de treino!

Cerveja Erdinger sem alcool como premiação na Maratona de Berlim

Será mesmo que cervejinha e corrida não se bicam? Descobrimos uma Maratona que cerveja é bem-vinda: na Maratona de Berlim, o troféu é de cerveja!!! E nada mais justo que agraciar os campeões da prova com uma caneca de mais de três litros de cerveja Erdinger.

Mas, não se alegre: as cervejas distribuídas no pós-prova para os concluintes é sem álcool. Na verdade é uma bebida isotônica, que hidrata com o mesmo gosto da cervejinha!!!! E os organizadores estão certos. Álcool e desempenho correm separados, e para lados opostos. Este post trata exatamente dos efeitos do álcool no desempenho do corredor.

Fim de ano chegando, confraternizações, réveillon, férias, período em que muita gente aproveita para relaxar da correria do dia a dia e, então, os exageros são mais comuns.

Sei que a tentação é grande, pois a rotina do corredor é dura! De segunda a sexta-feira, o corredor dá todo o gás nos treinos, aproveita o fim de semana para fazer uma corrida mais longa durante o dia e, ao anoitecer, tem a merecida cerveja. Quem nunca né???? Até aí nada demais.

Porém, o exagero com o álcool prejudica o desempenho nas pistas, seja em provas ou treinos.
Como ninguem é de ferro, quando moderado, o consumo de álcool não chega a ser danoso para a saúde. Para isso, a ingestão diária não pode ser superior a:
duas latas de cerveja (350 mL)
duas taças de vinho (150 mL)
E para quem gosta de destilados, duas doses (45 mL)

Efeitos do álcool no organismo do corredor

O recomendado é que o corredor mantenha a abstinência de bebidas alcoólicas durante as 48 horas que antecedem as provas.

O álcool interfere no nível de glicose no fígado, e isso influi negativamente em uma pessoa que vai participar de uma corrida. Isso porque, com essas taxas alteradas, o rendimento do corpo do atleta sofre uma queda, prejudicando no desempenho final. Outra coisa que acontece é a interferência na hidratação. Se a pessoa está num ciclo de treinamento e consome uma cerveja logo após o exercício, isso vai atrapalhar a hidratação, porque o álcool estimula a diurese, fazendo com que a pessoa perca água na urina e consequentemente ocorrerá a desidratação.
Quando o treino termina, existe a necessidade de se ingerir uma boa quantidade de carboidrato. O álcool faz com que a pessoa consuma menos carboidrato, já que a mesma sente uma maior sensação de saciedade, e isso pode atrapalhar a formação dos estoques de carboidrato nos músculos e no fígado.

Possíveis sobrecargas no fígado também podem causar a desidratação. Nos treinos e provas, isso vai representar mais fadiga, pois o músculo tem que estar hidratado. Então, o sangue que vai abastecer esse músculo precisa estar fininho, basicamente com oxigênio e água. O álcool atrapalha isso!!! Se exagerou na bebida, é preciso aumentar a quantidade de água ingerida durante os treinos. Caso a pessoa costume beber 2 litros de água, é bom aumentar para 2,5, por exemplo.
Se o álcool fica presente no corpo em grandes quantidades por longos períodos de tempo, o fígado é obrigado a trabalhar constantemente para eliminá-lo e negligência outras funções tais como acumulo de  toxinas e a nutrição e hidratação do corpo são prejudicadas. Nesse caso, sendo você um esportista, mais especificamente um corredor, adeus desempenho!

Álcool provoca deterioração da função psicomotora, o que prejudica o corredor nos seus treinos e provas.

Na prática, em se tratando de evitar a desidratação, para minimizar os efeitos deletérios do álcool, além de beber água, o recomendado é que o corredor mantenha a abstinência de bebidas alcoólicas durante as 48 horas que antecedem as provas, prazo ideal para o organismo se ver livre de todo o álcool.
Outro problema que pode afetar o atleta que tomou uns goles a mais é a hipoglicemia, baixa taxa de glicose (açúcar) no sangue. Em situações normais, quando a glicose cai, o fígado entra em ação e trata logo de fazer a reposição: transforma o carboidrato estocado no organismo (glicogênio) em glicose, evitando que a hipoglicemia se instale. Com o álcool presente no organismo em concentrações elevadas esse mecanismo fica prejudicado. Ocupado em eliminar a bebida, o fígado não produzirá glicose até terminar de remover todo o álcool.

Efeitos indesejados do álcool no desempenho do atleta

Resumindo..

– Deterioração da função psicomotora, o que acarreta em um gesto mecânico menos eficiente e com maior risco de lesões;

– Aumento do Catabolismo Muscular, acarretando perda de força, potência e massa muscular;

– Aumento do risco de arritmias cardíacas, favorecendo disfunções do sistema cardiovascular.

Vamos nos cuidar. A vida social também é importante, mas com moderação. Bora praticar saúde!

Ótimos treinos!!!

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