Envelhecemos naturalmente e aceleramos com a corrida???

Ja ouvi algumas vezes, daqueles que não querem correr (entre outros inúmeros motivos, e os respeito) que “correr envelhece” e “que deixa as pessoas feias”. As mulheres, principalmente, alegam que esse exercício pode provocar rugas em demasia e aquele indesejável aspecto batizado de “maracujá de gaveta”. Isso até tem um fundo de verdade mas….para quem dá bastante bola para estética e pesquisando sobre o assunto…

Opsss!!!! Nao é exatamente assim. A corrida não é exatamente uma vilã em nossas vidas e sim um conjunto de fatores, sendo a exposição solar a maior vilã.

A situação fica pior, sem dúvida, para quem não sabe dosar a carga de treinamento. E a corrida, para mulheres que treinam desta forma, é cruel: pode causar a perda de gordura em regiões indesejadas, como o rosto, os glúteos ou a parte interna das coxas (observações da minha dermatologista Dra. Lilian). Os radicais livres (moléculas capazes de atacar as células sadias, até destruí-las) liberados com a prática do exercício intenso e mega intensos, derrubam com a aparência de qualquer um, pode ter certeza disso!!!

Por isso, a importância da suplementação alimentar, quando indicada, é claro, e nutrição adequada – sempre. Não vou nem citar a importância do uso de proteção solar, item obrigatório para qualquer corredor que se preze.

Pelos textos que li, todos são unâmines, “Corrida não envelhece, não estraga a pele, não faz o peito murchar, não faz a bunda cair. Pessoas saudáveis, que treinam de forma orientada são beneficiadas pela corrida.”

Mas vamos lá:

Correr ao ar livre – Atletas que correm na rua estão sujeitos aos raios ultravioletas que, em excesso, provocam o envelhecimento da pele. Nesse caso, a solução é simples: FPS maior que 15, óculos, boné e roupas adequadas.

Treino de resistência, quando corre mais de 75 minutos – os músculos e as articulações começam a produzir metabólitos tóxicos que podem provocar um aumento do dano oxidativo nas células. Para evitar isso você deve programar bem seus treinamentos de resistência, de maneira que o corpo se habitue lentamente e sem danos. O mais importante: deixe seu corpo descansar para que elimine os elementos tóxicos e se minimize o risco de lesões. Lembre-se, o descanso também é treino!!!

A técnica inadequada de respiração – Quando corre, o atleta respira mais, por isso é muito importante que aprenda a se oxigenar adequadamente porque uma respiração ruim aumenta a produção de radicais livres.

Exagero no treino – A planilha deve ser adequada. Conheça seu nível e suas possibilidades porque o excesso de treinamento não só aumenta a probabilidade de lesões como também provoca um aumento da oxigenação e o desgaste celular. Isso pode acelerar o envelhecimento articular e muscular.

Falta de descanso – À noite o sono é um reparador muito eficaz para suas células, que conseguem neutralizar e eliminar os radicais livres produzidos durante o dia. Para as pessoas que fazem exercício físico, as horas de sono são fundamentais para que os músculos se regenerem e eliminem as toxinas acumuladas no treino. Vale até recorrer a ajuda da melatonina!!!

Maus hábitos – Ainda que corra todos os dias, não deve fumar ou ingerir bebidas alcóolicas. São autênticos terroristas para as células. Essas substâncias sabem como eliminar seus antioxidantes naturais e enfraquecer suas defesas.

Estresse e Ansiedade – São o mal de nossa época e poucas pessoas estão salvas para levar uma vida tranquila.

Correr na cidade – Se treina nas cidades com os altos índices de poluição você está também aumentando suas doses de radicais livres a cada dia.  Quando você faz um esforço intenso, respira mais intensamente e consume mais oxigênio porque há o aumento da produção própria dos radicais livres e as células sofrem mais que o habitual. Por isso se diz que o esporte acelera o envelhecimento celular, ainda que isso não deve lhe preocupar porque esse dano pode ser combatido facilmente.

Por um lado basta treinar com inteligência e evitar os excessos, que são o que realmente prejudicam os tecidos musculares e articulares. Você já sabe que não pode correr uma maratona por mês, não só porque o esforço seria excessivo para seu corpo, mas também acabaria envelhecendo prematuramente, com dores articulares, artroses, lesões de coluna, além de incluir mais rugas em sua face pelo excesso cometido. Por outro lado, quando realiza um esporte como a corrida, é inevitável que um dia se esforce mais nas séries ou em uma prova.

Para nossa sorte, a solução está em aumentar a dose de antioxidantes naturais com a alimentação para que as células tenham uma proteção extra e possam defender-se melhor e assim evitamos o envelhecimento precoce.

 

Só para constar, a medicina ortomolecular é um recurso para a prevençao, usa como estratégia o reforço do sistema protetor orgânico e o aumento de vitaminas e minerais, virando um escudo contra os radicais livres. O fato é que,  se os radicais livres estiverem em maior número que os antioxidantes, irão ocasionar também o chamado estresse oxidativo, provocando o aparecimento de doenças crônicas degenerativas tais como: Alzheimer, Parkinson, catarata, AVC e outras. É como se o corpo estivesse enferrujado por dentro. Mas isso não vem ao caso.

Também não vou entrar no mérito do envelhecimento do corredor como um todo, pois aí não há dúvidas: correr rejuvenesce o corpo, o mente e a alma.

Mito superado, agora é calçar um bom tênis, uma roupa leve, passar o filtro solar em todo o corpo e acelerar o passo. Afinal, a prática regular da corrida, segundo uma pesquisa da Sociedade Europeia de Cardiologia, é capaz de aumentar em até seis anos a expectativa de vida em comparação a uma pessoa sedentária. Correr de forma lenta ou moderada por, no mínimo, três horas por semana reduz as chances  de morte precoce.

Ótimos treinos runners!!!!

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