Eles também tem TPM

Ansiedade, mal-humor, impaciência, dificuldade de concentração…. Não, este não é mais um texto sobre os sinais e sintomas da famosa tensão pré-menstrual feminina. Mas, em um paralelo muito próximo, os sintomas que acometem os corredores nos dias que antecedem uma prova muito esperada não ficam devendo em nada para o indesejado período que tira a paz das mulheres e, de quebra, de muitos homens.
O desafio é sempre pessoal e intransferível mas você não estará sozinho. Este é o nosso TPM!
Não importa o quanto você treinou, o quanto rodou, fez subidas, intervalados, musculação ou se alimentou bem, os dias que antecedem a sua tão esperada prova podem te deixar completamente desequilibrado e isso, sem dúvida nenhuma, pode te atrapalhar bastante no grande dia. Mas tudo isso, porque você treinou durante quatro meses e agora nada pode atrapalhar. Mas tudo pode acontecer…
A pouco dias de mais uma edição de umas das provas mais desejadas do país e uma das minhas “queridinhas”, a Maratona Internacional do Rio de Janeiro, que acontecerá no dia 18/06/2017, a TPM vai aparecer para milhares de corredores.
O grande diferencial é que, por a maratona ser uma prova longa (42,195 metros), e sofrer muita influência do clima e percurso onde acontece (além, é claro, do corpo humano não ser uma máquina programável que responda ao nosso comando sempre como gostaríamos), a coisa acaba não sendo tão previsível, mesmo que o corredor tenha treinado muito bem e que já seja bem experiente. Então, estabeleça metas – Isso mesmo, no plural… estabelecer pelo menos três metas para a prova e não uma só, como muitos fazem e perseguem quase que obsessivamente. Deve-se estabelecer, por exemplo, terminar a prova como primeira meta. Como segunda, terminar em um tempo considerado bom para o nível técnico e como terceira meta, terminá-la em um tempo desafiador, que seria considerado “o tempo dos sonhos”.
Quando o corredor estabelece somente uma meta, se por acaso não alcançá-la, mesmo em função das condições climáticas ou de não ter acordado em um dia bom, pode ficar frustrado e pensar equivocadamente que não valeu a pena ter treinado tanto.
Treinando bem, acompanhado de um bom profissional, fazendo alimentação e hidratação corretas, orientado por uma boa nutricionista e estabelecendo metas intermediárias que não sejam unicamente fazer um “mega tempo”, esta TPM será cada vez menos prejudicial e a corrida se desenvolverá muito mais fácil. Mas, vale lembrar que toda esta imprevisibilidade dá um grande barato ao desafio e que, se não houver o mínimo de ansiedade e medo da coisa não sair como programada, não haverá graça em participar da maratona.
Na largada, o relógio dispara. O coração, também. Aos poucos, a multidão começa a diluir-se, cada um, no seu ritmo, e a TPM cede lugar ao prazer da corrida.
Na Maratona do Rio, a primeira parte da corrida é uma meia maratona, 21 km, em linha reta, paisagem bonita porém, tediosa. A partir daí, a ficha cai: agora é que “o bicho vai pegar”! Mas há recompensas!
Correr toda a orla do Rio, num dia lindo de Sol ou nublado é um privilégio!
Ser meia-maratonista já não basta???? Não, claro que não!!! Mas, quem explica essa necessidade, tão humana, de autossuperação?

Ótimos treinos e excelente prova!!!

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