E quem nunca teve uma lesão ocasionada pela corrida? E agora?

E quem não teve uma lesão ocasionada pela corrida que atire a primeira pedra!
Seja ela por postura errada, excesso de treino, exercícios executados de forma errada, falta de fortalecimento, problemas com pisada.

Nosso amigo Danilo Pereira, nos contou sobre sua experiencia após um período intenso de treinos, que acabou ocasionando uma lesão, a Síndrome da Banda/Trato iliotibial.  O tratamento médico, os exercícios adequados e o repouso ajudaram Danilo a se recuperar rápido e voltar logo aos treinos.

 

Fala corredores!

 

O medo de todo corredor é ficar sem correr por conta de uma lesão, não é mesmo? 

Fui convidado pelo Blog das Corredoras para contar a minha experiência  com uma lesão muito comum no universo da corrida.

Muito conhecida como “joelho de corredor”, a síndrome da banda/trato iliotibial (usarei no decorrer do texto  o termo em inglês ITBS), é uma inflamação em um tecido fibroso que vai dos glúteos até o joelho. Minha intenção com este post não é falar sobre a parte “técnica/biológica” que envolve a lesão, e sim compartilhar dicas e informações que pesquisei e utilizei enquanto passei pelos dolorosos 2 meses parado por conta da lesão.

Estava no meio da preparação para a meia maratona de Ribeirão Preto 2016, quando após uma semana intensa de treinos, comecei a sentir dores no joelho esquerdo que me impediam de correr. O terrível pensamento de parar a preparação e não correr a prova-alvo me levou a pesquisar muito sobre a mesma, parte do que aprendei compartilho aqui com vocês, para que não se desesperem (a gente fica ” louco” com a possibilidade de não correr, mas esta questão psicológica de uma lesão, podemos abordar em outro post), pois é uma lesão muito comum, tanto em corredores iniciantes ou experientes.
Como quase toda lesão na corrida, a ITBS é uma lesão multifatorial, ou seja, não existe apenas um fator que a gere, mas alguns fatores que normalmente são eles:
– aumento brusco do volume semanal (kms) ou intensidade nos treinos (velocidade/pace);

– fraqueza muscular / desequilíbrio muscular (um lado/perna mais forte que o outro);

– correr sempre no mesmo percurso;

– sempre usar o mês par de tênis.

 

Precauções
Podemos minimizar as chances de ter uma ITBS ao seguir alguns passos:

 

– não aumentar o volume/velocidade nos treinos semanais em mais de 10%;

– fortalecimento dos glúteos e coxas ;

 

 

 

– o ideal seria ter pares de tênis para os diferentes tipos de treino/corrida (intervalado, rodagens, longões, corrida). Ao usar tênis com drop diferente, estrutura diferente, acabam levando os seus pés a trabalharem com intensidades diferentes os músculos do pé;

– alternar o percurso que você corre, pois ao correr sempre no mesmo percurso, você acaba trabalhando sempre os mesmos músculos. Vale ressaltar que seria interessante mudar os tipos de terreno também, tanto pela questão de trabalhar outros músculos quanto para mudar o visual e fazer a corrida mais suave;

– fazer alongamento dos membros inferiores se possível diariamente;

– liberação miofascial com um fisioterapeuta/educador físico ou outro profissional da saúde capacitado (também pode fazer a auto liberação miofascial, com os famigerados rolos)

 

 

**Os vídeos estão em inglês, mas o passo-a-passo facilita a compreensão.
Para terminar o post, a ultima dica que deixo é: não tente ser o “guerreiro” do treino, se sentiu alguma dor, pare, descanse, procure um profissional para lhe ajudar. Sei que você encontra pelas redes sociais a fora, as hashtags, #foco #força # fé, as pessoas lhe chamando de guerreiro e etc, mas é melhor parar e voltar a correr logo, do que ser o “forte” e ficar muito tempo parado por causa da lesão.
Danilo Pereira é Professor de Inglês e um apaixonado pela corrida de rua.

 

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