Correr em montanha é muito mais que trocar o tênis de asfalto por tênis de trilhas

Simmmm é exatamente isso que uma corredora de asfalto, empresária, mãe de 03 filhas (22 anos, 21 anos e uma bebê de 8 mêses), e agora apaixonada por corrida de montanha nos conta sobre sua transição asfalto/montanha:

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Pratiquei corrida de rua por 5 anos, e sempre gostei de desafiar meus limites e como todo corredor, baixar meu tempo, e conquistei vários pódios.  Gostava muito de correr na rua mas no fundo sentia  que queria algo mais… paralelamente a corrida de rua eu fazia montain bike que também te dá a sensação de liberdade e ao mesmo tempo você contempla a natureza.  Após esse período de 5 anos correndo na rua, tive uma fratura de 5 cm na tíbia direita, obviamente tive que interromper a corrida de rua e as muletas foram minhas companheiras por 4 meses. Para não ficar parada e nao perder o condicionamento que a corrida proporciona, fiz deep runnig, que é uma ótima opção para manter o condicionamento e simular, dentro da água, a corrida no asfalto.

Durante este tempo me questionava sobre as modalidades que tinha dentro da corrida.  Estava com sede de algo novo…foi onde li muito sobre o assunto e assisti vários vídeos sobre corrida de montanha. Percebi que aquilo me tocou de tal forma pois era algo novo, diferente, o qual eu não precisasse me preocupar em quebrar marcas e tempos, mas sim explorar novos caminhos, onde correr envolvesse emoção, sentimento e diversão. Procurei conversar com pessoas que praticavam o esporte, me apaixonei na primeira matéria que li. Sabia que era aquilo que me faltava, pois já havia feito 2 Duatlon de bike e 01 Raka race, e isso já tinha me “endoidado”. Precisava de técnicas e treinos específicos, pois essa modalidade não basta correr ou trocar de tenis de corrida de rua por um par de tênis de corrida em trilhas.  img-20161208-wa0018Era muito mais do que isso. Muito mais complexo do que simplesmente correr por lindas paisagens que as montanhas podem oferecer. Requer muita técnica, resistência, força e velocidade. Então, corri literalmente atras do meu sonho, a procura de especialistas e comecei a treinar, procurei meu ortopedista e esperei, pacientemente, ele dizer que minha fratura já não existia mais….e quando me liberou… eu parecia uma criança abrindo uma sacolinha surpresa. Cada treino eu amava mais e mais… foi onde eu decidi participar da Etapa Paulista de Corrida de Montanha.

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Essa foi minha estreia em corrida de montanha, onde tinha um monte de pirambeira e tinha que escalar montanha, mas a energia que envolve as pessoas que participam é incrível e são sempre parceiras… somos todos um só, com um único objetivo…terminar a prova.  Alguns mais rápido que outros, mas todos se divertindo, com pé na lama, escalando uma montanha e receber de presente uma linda paisagem de perder o fôlego de tão belo que é. A cada percurso uma surpresa de aventuras e de belezas. Superação de obstáculos e término da prova com a adrenalina á mil. O mais bonito disso tudo é que, ao final, na linha da chegada, todos se abraçam e aquela alegria contagia. Foi onde me encontrei…nas corridas de montanha.

Participei da Etapa Paulista de Corrida de Montanha até setembro/2015,  pois tive que parar por uma causa maior….Engravidei!!!  E foi uma alegria só, meu marido continuou correndo até terminar a etapa e sempre que podia eu o acompanhava. No final de 2015 houve a premiação de toda a  Etapa Paulista de Corrida de Montanha, e me senti honrada sabendo que, mesmo grávida, receberia o troféu de vice campeã da modalidade Longo da etapa.  Mas aquele troféu deixou um gostinho de quero mais… Por ordens médicas , tive que só caminhar e praticar pilates durante a gestação e quando a “chuchuca” nasceu, não via a hora de voltar a correrrrrrrrrrr. Infindáveis 40 dias e eu estava liberada pelo médico.  Coloquei o tênis e sai correndo! Foi uma sensação de extrema alegria, sentir aquele vento no rosto e o pés te levando para onde você quiser, sentindo o frescor e o cheiro na natureza, isso me fascina!!! O recomeço é sempre  difícil pois o corpo está pesado, mas com perseverança, e quando você gosta e deseja muito, tudo vale a pena.  

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Atualmente meus treinos são reduzidos e feitos no tempo extra a dedicação da minha bebê, que hoje está com 8 meses.  A poucos dias, fiz  minha primeira prova de corrida de rua (Corrida da longevidade Bradesco/Ribeirão Preto) com ela no carrinho. Tive que treinar muita perna e resistência, pois corri por 2, mas foi uma alegria que não teve preço. E ela no percurso de 6Km  amouuuu a nova aventura e assistiu tudo. Para mim. foi simplesmente inesquecível.

Meu projeto para 2017 é  voltar para a Etapa Paulista de Corrida de Montanha e lutar pelo título.

Hoje é apenas  treinar e não desistir jamais.

 

 

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Nilza Moraes, empresária (http://nilzavelasparafestas.com.br/) , corredora de asfalto e montanha, e colaboradora do blog.

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