As diferenças entre mim e eles!

Corredores de elite já nascem bons, dizem as pesquisas. Fatores genéticos determinam desempenho, o treinamento só ajuda.

Os pesquisadores dizem que os atletas que fazem parte da elite das corridas de longas distancias principalmente possuem várias características fisiológicas inatas, incluindo corações maiores, uma forma eficiente de se movimentar e a capacidade de continuar correndo quando estão se esforçando tanto que a respiração se torna penosa. Essas características fazem com que eles sejam mais rápidos que a maior parte dos corredores amadores.

A diferença entre mim e os atletas de elite e os profissionais é tão grande que me sinto consumida pela curiosidade por saber o quanto do talento para correr tão rapidamente é inato, e o quanto pode ser atribuído ao treinamento, à motivação e à técnica.

Mas o que diferencia de fato um corredor de elite, em termos de movimento, daqueles que largam em um pelotão mais atrás assim como eu? Além da velocidade, da capacidade cardiorrespiratória e do volume de treinamentos, os atletas profissionais correm de uma forma mais econômica e eficiente para o corpo.

Vejam:

Aterrissagem do pé: profissionais aterrissam com o meio do pé, e não com o calcanhar. O pé toca o chão praticamente paralelo ao solo e próximo ao tronco. Amadores normalmente aterrissam o pé muito à frente do corpo, o que aumenta a sobrecarga nas articulações.

Extensão do quadril: atletas de elite impulsionam o corpo colocando a perna bem para trás, com uma grande extensão de quadril. Corredores amadores movem as pernas de uma maneira menos ampla e, em geral, colocam a perna mais para frente do que para trás, o que diminui a eficiência da corrida.

Inclinação do corpo: uma leve inclinação do corpo para frente facilita a obtenção de maior velocidade. Correr com o corpo para trás é correr freando o tempo todo.

Cruzamento das pernas: muitos corredores não profissionais cruzam a perna na frente do tronco durante a corrida. É um movimento discreto, mas que reduz a eficiência da corrida além de prejudicar as articulações e aumentar o risco de lesões, como, por exemplo, a síndrome do trato iliotibial.

Rotação do tronco: a rotação do tronco de um lado para o outro deve ser pequena durante a corrida, o que é observado em corredores profissionais. Os braços é que se movem mais, complementando o movimento do tronco. É comum observar em amadores que o braço fica parado, e é o tronco que gira de um lado para o outro. Esse padrão desperdiça energia e pode trazer problemas para a coluna.

Movimento vertical: a corrida deve ser para frente. Correr pulando aumenta o impacto do corpo com o chão e desperdiça energia. Profissionais se deslocam para cima o mínimo necessário.

Mas com uma boa orientação e treinamento, esses pontos podem ser trabalhados para melhorar a sua performance, não importando a categoria do atleta.

Ás vezes, após treino e mais treino, você não consegue atingir o seu objetivo, pois o que pode estar faltando é uma mãozinha da biomecânica, é o que estou tentando melhorar com meus treinamentos na academia. Esse padrão não é um privilégio de profissionais. Todos são capazes de aprender e treinar um estilo de corrida mais eficiente e seguro e assim evoluir na sua prática esportiva.

E sua biomecânica como está?

 

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